Com estreia no Brasil agendada para a próxima sexta-feira, dia 18, Avatar cumpre perfeitamente tudo aquilo que o burburinho vindo desde as primeiras cenas divulgadas até o Avatar Day prometiam: a utilização de uma tecnologia jamais vista. Imagens e riqueza de detalhes impressionantes se somam às estranhas e azuis criaturas que se originaram da mente inovadora de James Cameron (Titanic, O Exterminador do Futuro). O filme ocupará mais da metade das salas do país e estará disponível nas versões 3D, 2D, com e sem legendas. Apenas dois cinemas, um em São Paulo (shopping Bourbon Pompeia) e outro no Paraná, exibirão em IMAX.
Assim que as luzes do cinema se apagam e os óculos são colocados, o espectador é direcionado por duas horas e quarenta minutos a um universo paralelo, onde se inicia uma preparação de voluntários para explorar o tal planeta chamado Pandora. Stephen Lang é o coronel Miles Quaritch, homem rígido que comanda as invasões ao inóspito local, dono de fauna e flora extremamente belas. A figura exageradamente sisuda e caricata de Miles bate de frente com o grupo de cientistas comandado pela dra. Grace Augustine (Sigourney Weaver, que já havia trabalhado com o diretor em Aliens – O Resgate) por buscarem objetivos distintos. Ela, a ciência. Ele, vencer uma guerra inventada (”terror se combate com terror”) e lucrar.
No início, entre um time e outro, está Jake Sully (Sam Worthington), um paraplégico ex-fuzileiro naval que consegue a oportunidade de fazer parte do projeto no lugar de seu irmão gêmeo que foi morto e havia colaborado com as pesquisas. Para se penetrar em Pandora, Jake, por meio de um avatar, é transformado em Na’ Vi, uma raça híbrida, de língua e cultura peculiares, que habita o planeta. Ele é enviado para se infiltrar entre esses seres e sondar o local. Daí em diante, o rapaz serve de mensageiro para os humanos que querem, a qualquer custo, chegar até o lugar onde foi encontrado um minério raro, muito precioso e capaz de sanar a crise energética da Terra.
O enredo da história criada por Cameron, no entanto, é a parte mais fraca do filme. É uma espécie de formulário que você adivinha o que vem logo a seguir. Mas não importa, os clichês quando contrapostos à megaprodução ficam em segundo plano, devido à grandiosidade dos efeitos e ao ineditismo da técnica usada pelo cineasta que precisou esperar 14 anos para levar um mero sonho ao cinema.
Michelle Rodriguez (a desconfiada Ana Lucia de Lost, lembram-se?), Zoë Saldanha (Star Trek) e Giovanni Ribisi (Inimigos Públicos) também estão no elenco. A maioria das salas brasileiras exibirá o longa em 2D, mas ve-lô em 3D e, se possível, em IMAX será a melhor escolha e uma agradável experiência.
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