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Novidades em “Bones”: Zooey Deschanel, Cyndi Lauper e mais

sáb, 29/08/09 por monet | categoria Seriado | tags , , , , ,

Se você não gosta de spoilers, clique aqui para ler algo diferente.

Depois de um final trágico, em que Booth (David Boreanaz) é operado de um tumor no cérebro, Bones terá momentos mais alegres em sua quinta temporada, com estreia marcada para 17 de setembro nos Estados Unidos.

Um deles será a participação de Cyndi Lauper logo no primeiro episódio. A cantora, fã confessa da atração, se ofereceu aos produtores para uma pontinha e, claro, teve seu desejo atendido. Ela interpretará Avalon Harmonia, uma séria psicóloga que vai ajudar a dra. Temperance ‘Bones’ Brennan (Emily Deschanel) e Booth em uma investigação de assassinato.

Zooey Deschanel (do sucesso indie 500 Dias Com Ela, que estreia por aqui em novembro) , cantora, atriz e irmã de Emily, também poderá dar uma passadinha pelo seriado. A moça está cotada para fazer o papel de uma prima de Bones.

Agora, voltando aos protagonistas, de acordo com o blog Watch with Kristin, o agente Booth sairá vivo da cirurgia mas terá alguns danos na memória. Ou seja, ele não saberá como anda a sua relação com Brennan e poderá até confundir a amizade com amor. E isso é exatamente o que esperamos. Boreanaz explica como ficará o seu personagem diante dessa confusão mental: “Eu não me importo em resolver os crimes. Eu só me importo com a minha relação com ela e com o que eles fazem nas cenas longes dos casos”.

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Vozes de peso: Astros se divertem e lucram cada vez mais com a dublagem de desenhos

sáb, 29/08/09 por monet | categoria Cinema | tags , , , ,

Por Anthony Breznican, do Usa Today*

Dubladores de “Kung Fu Panda” - montagemAstros se divertem – e lucram – cada vez mais com a dublagem de desenhos. Kung Fu Panda, que estreia hoje na rede Telecine, é um novo e animado exemplo dessa onda

Faz um bom tempo que Angelina Jolie não entra numa briga. Jack Black não pode dizer o mesmo. Em uma quarta à tarde do mês de maio de 2008, ele estava dando socos e chutes em pessoas fantasiadas como pandas. Era uma sessão de fotos em pleno Festival de Cannes para o lançamento de Kung Fu Panda.

Black estava brincando, mas, depois de fazer uma demonstração de complexos movimentos de caratê, confessou: “Estou com uma dorzinha no pescoço. Acho que foram os chutes voadores”. Ele é a voz-protagonista do desenho sobre um panda preguiçoso que deseja entrar em um grupo de lutadores de kung-fu para proteger sua vila e mostrar ser digno de respeito. Depois dessa cena pitoresca sob o céu azul da Riviera Francesa, Black se reuniu a Jolie e outros atores-vozes do filme, Dustin Hoffman e Lucy Liu, na cobertura do Hotel Carlton, e fez questão de dizer que a escolha do elenco estelar foi perfeita.

“Os pandas têm algumas características naturalmente preguiçosas com as quais me identifico”, comenta. “São doces, têm uma vibe zen, comem um bambuzinho e depois passam o dia deitados, sonhando. Também tenho um pouco disso.” Angelina Jolie, que dá voz à Tigresa, rival em artes marciais do urso preguiçoso, disse que estava “muito animada” por interpretar tal felina. “Tenho uma tatuagem de tigre nas costas e meus filhos falam com ela o tempo todo”, acrescenta, enquanto os colegas riem. “É sério! Gostam de dar ‘oi’ pra ela e pintá-la com os dedos. É como se fosse mais um amiguinho.” Lucy Liu empresta sua voz a Víbora, uma exímia lutadora do lado dos mocinhos, e Hoffman é o sábio Mestre Shifu, um panda pequeno e vermelho. Ele, aliás, mostrou-se chateado pelo fato de os colegas confessarem que não tinham certeza de qual animal exatamente se tratava (”Eu achava que você era um rato”, confessou Liu).

Mas Dustin Hoffman não se abala, pois seu Shifu é o mestre de todos. Foi ele quem criou e ensinou tudo aos Cinco Furiosos, grupo de lutadores do bem formado por Tigresa (Angelina Jolie), Víbora (Lucy Liu), Macaco (Jackie Chan), Louva-a-Deus (Seth Rogen) e Garça (David Cross). Po, o atrapalhado urso panda dublado por Jack Black, sonha com o dia em que entrará nesse grupo seleto.

Kung Fu Panda - foto/divulgaçãoARTE DA GUERRA – A história desperta a criança que existe em Black; era seu sonho de infância ser expert em artes marciais. “Fiz um ano de caratê e também um de judô”, salienta. “Era muito divertido. Queria uma faixa a todo custo.” Dustin Hoffman não perde tempo e dispara secamente se ele quebrava tábuas de madeira. Black confessa, ligeiramente envergonhado: “Não cheguei tão longe”.

Ele então se lembra de uma briga com um colega de classe quando tinha uns 11 anos. “Um moleque começou a me provocar para uma briga no corredor da escola. É óbvio que ele tinha problemas em casa e estava descontando em mim. Não queria brigar, mas fui obrigado… Começamos a luta e logo percebi que eu era muito mais forte, e passei a me divertir. E o golpe de misericórdia foi medonho: eu o obriguei a me carregar de cavalinho enquanto batia na cabeça dele. Que horror, não? Mas, olha, eu não queria brigar!”

“Sempre o bonzinho”, concordou Jolie. “Quem diria, hein?” Mas ela também se recorda de algumas briguinhas de seus tempos de moleca. “Bati numa pessoa que disse algo sobre alguém de quem gostava muito. Foi no início do colegial. Em outra ocasião, fui chamada para uma briga, mas acho que estava tão nervosa que só queria acabar logo com tudo. Já cheguei dizendo: ‘Vamos logo com isso, vamos logo com isso’. Não queria conversar, só queria mesmo brigar porque estava morrendo de medo. Mas acho que aquela energia, aquela minha adrenalina assustaram tanto a menina que acabamos não brigando. Não foi nada planejado, estava mesmo com muito medo.”

Liu, por outro lado, diz que nunca entrou em nenhuma briga séria quando criança, mas já adulta fez aulas de boxe como atividade física. “Para testar minha destreza, uma vez entrei no ringue com outra garota. Logo de saída, ela me deu um soco no nariz. Doeu tanto! Não quebrei nada, mas vi estrelas. Aquilo bastou… Acho que não sou tão forte pra aguentar isso.”

Já Hoffman parece não lembrar de nenhuma briga, mas acredita que todos os atores lá no fundo, bem no fundo, também são lutadores. “Quer dizer, a maioria não é de briga física. Mas somos comunicativos e sabemos atingir a vulnerabilidade de alguém apenas com palavras. Somos bons nisso. E, olha, taí uma arma poderosa.” Talvez este seja outro dos motivos, fora o evidente apelo comercial, para as animações de Hollywood procurarem cada vez mais as vozes das grandes estrelas.

* Tradução: Daniela Sequeira / Adaptação: Dafne Sampaio

Um Panda Tropical
Por Julia Benvenuto
Lúcio Mauro Filho - divulgaçãoLúcio Mauro Filho ficou conhecido ao interpretar Tuco em A Grande Família. Mas, segundo o ator, uma nova etapa em sua carreira teve início após o convite para dar voz ao protagonista de Kung Fu Panda (a versão dublada passa no Telecine Pipoca, dia 30, 20h). Ele conversou com a MONET sobre a sua primeira experiência de dublagem em uma superprodução infantil.

Como foi o processo de elaboração do seu personagem?

Foi mais difícil do que imaginava. A gente que é comediante tem uma tendência de fazer vozes. Na verdade, fui perceber que quando convidam uma celebridade da televisão é porque estão querendo que o ator empreste ao personagem as suas próprias características. Então, eu criei o Po pela visão do Lúcio, porque eles não queriam ninguém imitando o Jack Black.

É mais difícil interpretar um personagem de desenho animado?

É uma experiência muito nova, porque o ator usa o corpo e no desenho você tem que transmitir tudo pela voz. Mas você acaba usando o corpo, mesmo que apenas como uma ferramenta para ajudar na emoção da cena. Nas cenas de luta, não tinha jeito, eu acabava dando chutes e golpes, senão ficava falso. Mesmo que o grande público não veja o ator e só escute a voz, o corpo estava presente em todas as cenas dramáticas.

Como você se sentiu em fazer parte desse projeto?

Foi motivo de muito orgulho. Já era um sonho meu fazer um personagem de desenho animado, mas ganhar o protagonista interpretado pelo Jack Black… E teve ainda a oportunidade de ir a Cannes e poder conviver com ele e Dustin Hoffman. Não imaginava que o filme iria me levar tão longe.

Foi um sucesso inesperado para você?

Não. Sabia que ia ser um sucesso, mas não sabia que a participação brasileira ia ter esse tamanho. Fui convidado até para lançar o filme na França!

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